Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
post
page
Filter by Categories
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
post
page
Filter by Categories
diabetes tipo 2

Quais são as comorbidades causadas pela diabetes tipo 2?

A diabetes tipo 2 exige muita atenção, uma vez que é uma doença crônica e que envolve outros riscos para os pacientes. Quando não há tratamento e cuidados adequados, doenças secundárias podem surgir e agravar o quadro. O controle glicêmico é um dos principais objetivos dos diabéticos, já que existem muitos agravantes que aumentam a probabilidade de desenvolver comorbidades.

Classificada em 4 modalidades, a diabetes tipo 2 está principalmente associada à hipertensão. Entretanto, já se sabe que essa não é a única doença que pode ser desenvolvida. Dessa forma, os pacientes têm mais chances de apresentar outras comorbidades ecomplicações. Se afastar dosfatores de risco e tomar os devidos cuidados ajudará a evitar o agravamento da doença.

Portanto, veja algumas comorbidades causadas pela diabetes tipo 2 e entenda quais cuidados você deve ter para se prevenir.

Dificuldade de cicatrização

Essa é uma das principais complicações que estão ligadas à diabetes tipo 2. Por ter ligação com a diminuição ou bloqueio da circulação sanguínea no organismo devido a grande quantidade de glicose (açúcar) no sangue, os pacientes têm o sistema imunológico prejudicado.

Nesse sentido, o alto nível glicêmico pode deixar os vasos doentes, o que impede a circulação do sangue adequada, sobretudo nas zonas periféricas do corpo (como mãos, pés e pernas). Portanto, as células de defesa (glóbulos brancos) ficam incapacitadas e há uma dificuldade no processo decicatrização.

Além disso, as células de defesa ficam menos eficazes quando o nível glicêmico está alto, o que faz com que o sistema imunológico seja menos eficiente e aumente as chances de ataques de vírus, bactérias e outros microrganismos. A hiperglicemia também provoca um crescimento na produção de substâncias que são derivadas do oxigênio, o que aumenta a apoptose celular. Diante desse quadro, o processo de cura se torna prolongado.

Para evitar infecções e outros problemas relacionados ao processo de cicatrização, o mais indicado é tomar os cuidados mais essenciais: controlar a glicemia para melhorar o fluxo sanguíneo, praticar atividades físicas e baixar os níveis de colesterol epressão alta.

Obesidade

Apesar de pessoas magras também terem diabetes tipo 2, a doença é mais comum em pessoas que estão acima do peso. Entre os problemas em decorrência da obesidade estão a hipertensão, trombose, enfermidades autoimunes e outras doenças.

O excesso de peso e a ingestão de alimentos com alto teor de açúcar e gordura influenciam na resistência do organismo à ação da insulina. Nesse contexto, a alteração metabólica pode levar a morte das células no pâncreas e a diminuição na produção de insulina. Ou seja, isso acarreta aumento de glicose, levando a diabetes tipo 2.

As duas doenças sempre estão muito relacionadas, uma vez que as questões alimentares estão muito ligadas a índices mais altos de diabetes e pressão alta. Além de fatores como predisposição genética, a diabetes atinge pessoas obesas por terem um estilo de vida desfavorável, que mesclam falta deexercícios ealimentação inadequada.

Dessa maneira, desenvolver hábitos mais saudáveis contribuem para controlar a doença e retardar os problemas decorrentes dela. Por isso, o controle da diabetes tipo 2 e do sobrepeso devem ser constantes para ter uma vida mais saudável.

Depressão

Associada principalmente a problemas de saúde físicos, muitos pacientes não têm conhecimento que a doença também pode ter relação com o aparecimento de sintomas depressivos. Quando a a dia diabetes não é bem controlado, isso pode afetar o estado emocional e contribui para gerar quadros depressivos.

A depressão pode impactar negativamente o nível glicêmico no organismo. No entanto, quando a diabetes não está controlado, isso também influencia e pode intensificar os sintomas depressivos. Portanto, um pode interferir no outro.

A hiperglicemia e complicações em decorrência da diabetes também estão associadas à depressão. Seja pelo fato dos pacientes acreditarem que perderam o controle da doença, que estão por vir outras comorbidades ou até pela falta de conhecimento sobre a doença, os sintomas depressivos podem acompanhar pessoas com glicemia instável.

Nesse contexto, buscar ajuda de uma equipe multidisciplinar é fundamental para que o diabético perceba seu quadro clínico e suas emoções com mais clareza.

Câncer

Por a diabetes ser uma doença que pode gerar diversas comorbidades, é importante ressaltar que um grupo de pacientes portadores do tipo 2 podem ser mais propensos a desenvolver alguns tipos de câncer. A incidência aumenta para casos de:

  • câncer de pâncreas;
  • câncer de cólon e reto;
  • câncer de bexiga;
  • câncer de mama;
  • câncer de endométrio;
  • câncer hepatobiliar.

No entanto, ainda existem algumas divergências se esses tipos de câncer podem ser desenvolvidos a partir da diabetes ou estão apenas relacionados a outros fatores de risco, comoobesidade, alimentação desequilibrada, falta de atividade física e outros.

Também se discute se o risco maior de câncer está ligado à hiperglicemia em si ou se pode ser em decorrência da resistência à insulina (hiperinsulinemia). Contudo, é preciso considerar as particularidades do quadro quando um portador de diabetes é diagnosticado com algum tipo de câncer.

Nesse sentido, desde as drogas usadas na quimioterapia, restrições alimentares e outros aspectos do tratamento oncológico devem ser feitos pensando nas necessidades do paciente. Medicamentos como a metformina podem ter efeitos muito positivos para as doenças, tanto para diabetes quanto para o tratamento do câncer — enquanto isso, os glicocorticóides aumentam a glicose no sangue, o que pede um acompanhamento mais próximo.

Apneia do sono

Pacientes diabéticos também têm maiores chances de sofrer com Apneia Obstrutiva do Sono (AOS). Isso ocorre porque o metabolismo da glicose é alterado, aumentando a resistência à insulina. Dessa maneira, a respiração é interrompida durante o sono e isso pode gerar diversas consequências, como propensão a pressão alta, arritmias e outras doenças.

A Apneia Obstrutiva do Sono afeta diretamente o metabolismo da glicose no organismo. Portanto, ao tratar da AOS, os ganhos no tratamento da diabetes também serão notados. Outro ponto que também merece destaque é que os problemas do sono também apresentam risco para doenças cardiovasculares. Ou seja, o distúrbio respiratório pode agravar o quadro geral do paciente.

Conviver com diabetes tipo 2 exige cuidados como qualquer outra doença.Realizar atividades físicas regularmente e cuidar da alimentação são algumas das regras básicas para manter o nível glicêmico controlado, bem como seguir o tratamento recomendado pelo médico. Dessa forma, é possível ter mais qualidade de vida.

Se você ainda tem dúvidas sobre o tema, aproveite e baixe nossoGuia sobre como viver com diabetes!